segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Doação de Sangue #sóquenão

Dia desses recebi um convite, via Facebook, da amiga Pri, que fez aniversário e que estava reunindo a galera para doar sangue.
Claro que eu aceitei de cara!
Nunca tinha doado e passar um dia cazamiga na Paulista é diliça.

E lá fui eu, sabadão, calorão, metrozão, falação e doar sangue que é bom, não.
Eu estava muito ansiosa e quando cheguei na ala do Pró Sangue no HC li a placa das exigências para doação e fiquei petrificada.
Para realizar a doação é necessário apresentar um documento de identificação oficial com foto.
Pois bem, o referido documento estava na mochila havia mais ou menos uma semana e a bonita estava bem feliz em casa, usufruindo dos benefícios do ventilador.



Contei prazamiga e quase apanhei.
Aí, reuni toda a minha dignidade e com a maior cara de égua perguntei pra recepcionista:

- Moça, esqueci meu RG, mas estou com meu crachá do trabalho, posso doar sangue?
- Não.
- Mas ele tem foto (ainda insisti)...
- Não, somente com documento oficial com foto.

Me senti como o cão arrependido.



Como se não bastasse a minha tragédia pessoal, ainda tive que ouvir umas quinhentas vezes que se eu morresse seria enterrada como indigente (mas eu estava com o cracháááááááá).

Sim, eu era uma indigente com crachá da empresa e que não podia doar sangue.

No final, de sete pessoas que foram, só três doaram, porque um tinha bebido um dia antes, a outra estava tomando antibióticos (acreditem essa de todas foi a pior, porque ela furou o dedo duas vezes para o teste de anemia) e a outra toma nada mais, nada menos que oito remédios que faria com que qualquer um que recebesse seu sangue fosse transportado para a Terra do Nunca.

A minha amiga Dani, compadecida do meu sofrimento e da fome que eu sentia, porque chegamos por volta das 13hs e só saímos de lá às 15hs, me deu o lanchinho dela e o suquinho.

E lá fomos nós rumo a felicidade na lanchonete do M grandão amarelo!

Moral da história: Se quiser fazer o bem sem olhar a quem, leve ao menos a identidade.